Monday, February 26, 2007

Branco

Mais um poeminha para tornar isso aqui culto:

BRANCO

Espaços, passos, abraços.
Espaços brancos vazios.
Braços, vazios, distantes.
Olhares perdidos, frios.

Raso, fraco, liso.
A superfície lisa desvia
      [a profundidade do olhar
O abraço de olhos fracos
     [cria imensos brancos vazios
O espaço entre os passos
     [se perde e se juntta aos abraços frios

E avida segue assim
Vazia, branca,
lisa,
fraca e rasa.

                                

                      Eadweard.

Posted by Eduardo Muito Sério at 23:11:40 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, November 29, 2006

A vida

Não estranhem novos freqüentadores do muito sério.
Já que isto é um Blog metido a besta pretendo que ele possua
algo de “cultural” também, comecemos, pois, por um poema
que eu mesmo fiz,e não sofram uito com este poeta metido
a besta:

Vida

vivo, sofro
volto, sigo,
sigo como segue a vida
Segue sugando semanalmente
a verdade viva
que só não vê quem não sente
que a vida, sempre viva,
segue em frente
vejo, sempre,
veto, ausente
A vida vê como deve ser a visão da vida
viva alma sente sempre a cor ausente
de sorrisos e sementes
do veto de ver a vida sempre à frente
mordido pelo ser como se é
e por ver que só vive
quando se tem o ser somente
porque ser somente é ver a vida sempre à frente
e o viver sem ver as cores
é veto de se ser sem dissabores
visto, sou,
vago, sereno
Ver a vida sempre com um visto
sempre semeia a vontade de não ver
que sempre a vela voa se soprada
em direção ao vazio vago e sereno
que disputa com um coração aflito e doce
e com a serpente ou um ser qualquer que fosse
a situação de ser sempre a vida quem
sabe que viver a vida sempre será
a sorte de todo ser sábio que souber que
viver é ver que o vento sopra, sempre,
à vontade de quem vê, na vida,
o sabor de somente ser,
sem sofrer sem a visão
que o visto veta a quem não vê
a vida como deve ser.

Posted by Eduardo Muito Sério at 18:05:58 | Permalink | Comments (3)