Monday, June 8, 2009

O persa e o holocausto

Estava nosso grande Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos
a passear pelos ares do velho mundo quando decidiu dar uma passadinha
em um certo cercadinho que um certo ser de bigodinho esquisito e
intensões genocidas fez há um tempo atrás.

Bem, acontece que aquele cercadinho é carregado de más intensões e
cheio de mortes nas costas. Assim, depois de visitá-lo o intrépido
viajante lembrou-se de certo sujeito que se acha o
Xá-da-Persia-Eleito-pelo-Povo e de que ele, o xá eleito, havia dito
certo tempo atrás que não acreditava no tal do Holocausto, é sim,
o sujeito disse que outro sujeito de bigodinho esquisito não tinha matado
milhões de pessoas, que aquilo nunca existiu, o que é mais estranho
que dizer que não acredita em carros, por exemplo, mas tudo bem,
cada um diz o que quer.

O que sucedeu foi que o Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos
chegou na TV e disse:

- Senhor Xá-da-Persia-Eleito-pelo-Povo, o denhor diz nunca aconteceu
holocausto legal. Eu quero ver é o senhor vir até aqui, dar um passeio, e
dizer que isso AQUI nunca existiu. O senhor devia visitar um desses
antes de sair falando besteira por ai.

Claro que o Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos com
seu sorriso supercool não dizer isso exatamente desse jeito, mas fiz
um favor para ele e disse o que queria dizer. Aliás, nesse dia, depois
de ver o cercadinho horrível, ele não estava sorrindo.
E quando disse isso também não.

Civilatatis est sanguinolentus
               A política é sangrenta

Posted by Eduardo Muito Sério at 14:05:49 | Permalink | No Comments »

Saturday, April 7, 2007

O Cowboy e o Molusco

Estava um certo senhor de cabelo grisalho
a ganhar seu rico dinheirinho, não,não porque
estava trabalhando mas sim porque ganha dinheiro
em sua pequena empresa de petróleo da parte dos
capitalistas selvagens, quando, não mais que de
repente, alguém de seu humilde gabinete o relembra
que ele tem de considerar a possibilidade de
fazer um combustível mais ecologicamente correto,
mesmo sendo contra sua pequena empresa, afinal,
todos sabem que seu paízinho dá pitaco no mundo todo
mas não é todo esse mundinho em sua ínfima totalidade.

Disso, nosso destemido personagem com sua cara
de Bulldog cowboy cansado vindo do deserto resolve que
tem de visitar um certo coleguinha seu de trabalho,
desprovido de um dos dedos mínimos,em um certo país
de selvangens para tratar desse tal combústivel mais
ecologicamente correto aliás, a tal visita seria apenas
por cordialidade , já que, o mesmo coleguinha desprovido
de um dos dedos mínimos e com dicção não tão perfeita o
visitaria ali mesmo em seu pequeno gabinete dali a
poucos dias.

Se encontraram, tomaram cafézinho, passearam, jogaram
conversa fora, falaram que não iriam falar de certo
personagem de um seriado mexicano e tiveram um dia
agradável.

Chega o dia e o representante dos selvagens, cujo apelido
remete a um dado molusco, se arruma para ir a as
terras ianques em busca de sua tão sonhada quebra de
subsídios, afinal, isso faría-o ser o molusco mais feliz
do mundo, além de lhe render alguns créditos quando voltasse
ao seu habitat, e, onde o ser com cabeça de pirulito e outros
tantos o receberiam com as honras da casa.

Vai-se presidente desprovido de seu dedo mínimo encontrar-se
com cachorro-cansado em um local conhecido como Camp David.
Lá, o senhor cachorro-cansado fala durante horas para tentar
convenser nosso molusco tupiniquim de que de modo algum pode
reduzir as esmolas que dá a seus próprios agricultores, já
que, combústivel feito com suas monocotiledoneas ianques não
pode competir com o preço irrisório praticado pelos
vendedores de monocotiledoneas da selva, isso pq as ianques
nascem em espigas e as tupiniquins não.

Contrariado o molusco-presidente desprovido de seu dedo
mínimo e com restrições de dicção volta ao seu país
contrariado e sem nenhum resultado só porque o tio Sam
insite em proteger seus grandes cidadãos, pobres coitados
que precisam ser ajudados contra esse mundo cruel e
traiçoeiro que existe fora das fronteiras do El Dorado
estadunidense.

Resumo da ópera, ninguém decide lhufas e o protecionismo
dos EEUU está a toda.

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

 

Posted by Eduardo Muito Sério at 22:30:14 | Permalink | No Comments »

Wednesday, January 3, 2007

Legitimidade de uma Execução

Saddam Hussein, ex-ditador do Iraque, foi enforcado
no último dia 30 de dezembro. Acusado pelos EUA
de ter ordenado a execução de 148 iraquianos xiitas
em Dujail, depois de ter sido alvo de um atentado
fracassado.

Acho que aqui cabe uma reflexão. Segundo estudo do site
“thelancet”(http://www.thelancet.com/webfiles/images/
journals/lancet/s0140673606694919.pdf
)mais de 650000
foram mortos entre março de 2003 e junho 2006 e segundo
a BBC Brasil o número de soldados americanos mortos no
Iraque até 26 de dezembro já superava os números do
atentado de 11 de setembro de 2001
(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/
12/061226_iraquemortospu.shtml
).

Temos de nos fazer algumas perguntas antes de
darmos cada um o seu veredito sobre o assunto.

Embora mandar assassinar 148 pessoas seja realmente
um genocídio e a pena de morte tenha sido dada em território
Iraquiano porque essas mortes foram postas em evidencia
em detrimento das milhares de mortes causadas pela guerra?

Porque as mortes na guerra são de tal modo justificáveis que
os EUA ainda permanecem no Iraque?

Cabe a cada um o julgamento mas para mim mais de 650000
civis e mais de 2000 soldados americanos são mortes suficientes
para acusar alguém de tirano, ou ainda, pelo vocabulário
moderno, terrorista.

Posted by Eduardo Muito Sério at 18:10:06 | Permalink | No Comments »