Monday, June 8, 2009

O persa e o holocausto

Estava nosso grande Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos
a passear pelos ares do velho mundo quando decidiu dar uma passadinha
em um certo cercadinho que um certo ser de bigodinho esquisito e
intensões genocidas fez há um tempo atrás.

Bem, acontece que aquele cercadinho é carregado de más intensões e
cheio de mortes nas costas. Assim, depois de visitá-lo o intrépido
viajante lembrou-se de certo sujeito que se acha o
Xá-da-Persia-Eleito-pelo-Povo e de que ele, o xá eleito, havia dito
certo tempo atrás que não acreditava no tal do Holocausto, é sim,
o sujeito disse que outro sujeito de bigodinho esquisito não tinha matado
milhões de pessoas, que aquilo nunca existiu, o que é mais estranho
que dizer que não acredita em carros, por exemplo, mas tudo bem,
cada um diz o que quer.

O que sucedeu foi que o Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos
chegou na TV e disse:

- Senhor Xá-da-Persia-Eleito-pelo-Povo, o denhor diz nunca aconteceu
holocausto legal. Eu quero ver é o senhor vir até aqui, dar um passeio, e
dizer que isso AQUI nunca existiu. O senhor devia visitar um desses
antes de sair falando besteira por ai.

Claro que o Primeiro-Presidente-Negro-dos-Estados-Unidos com
seu sorriso supercool não dizer isso exatamente desse jeito, mas fiz
um favor para ele e disse o que queria dizer. Aliás, nesse dia, depois
de ver o cercadinho horrível, ele não estava sorrindo.
E quando disse isso também não.

Civilatatis est sanguinolentus
               A política é sangrenta

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Wednesday, April 29, 2009

E na tradicional Farra-das-Passagens

E na tradicional Farra-das-Passagens, festa realizada todos os meses,
no interior de Goiás, numa cidadezinha a 300 Km de Goiania.

Alalaô ô ô ô ô ô ô..Alalaô ô ô ô ô ô ô…

- O que vossa excelência pensa que está fazendo?

- Acho que dando passagens a concunhada de uma amiga minha.

- E vossa excelência o que pensa que está fazendo?

- Estou indo a Londres, prefiro as chuvas de lá às de Brasília.
Chegando um terceiro parlamentar os dois perguntam em uníssono:

- Vossa excelência o que vai fazer de suas passagens?

- Vou passar uma semana em Miami com a minha…amiga…é..amiga.
Do qual um deles responde:

- É, amiga, entendemos seu caso…

Nisso, ouve-se o presidente da casa, casa-da-mãe-Joana, claro,
levantar a voz em seu microfone:

- Senhores deputados, não sei porque, mas todos os meus vizinhos
estão me olhando diferente na rua, acho que é culpa da imprensa.
Portanto, declaro hoje como quarta-feira-de-cinzas-da-farra-das-passagens.

Revolta geral, um diz se por acaso teria de andar de jegue de
agora por diante, outro diz que sua família está intimamente ligada ao
seu mandato e isso não pode acontecer.

E, Por causa da opinião pública, ( opinião de quem mesmo? A quem
eles perguntam essas coisas? ) decide-se que a
quarta-feira-de-cinzas-da-farra-das-passagens terá de ser votada numa
terça-feira.

De novo por causa de tal de opinião pública sei lá de quem eles decidem
por realmente decretar aquela terça-feira como
quarta-feira-de-cinzas-da-farra-das-passagens.

Quando todos nós aqui de fora da brincadeira achamos que ela acabaria,
alguém grita lá do fundo:

- Senhor presidente! E se nós aumentarmos nossos próprios salários
em meio a crise mundial só para compensar a perda de verbas das passagens
aéreas que não deveríamos ter?

O presidente da casa-da-mãe-Joana pensa um pouco e responde:

- Boa idéia, alguém é contra?

Silêncio total.

- Não, então tá. Aumentemos nossos próprios salários em meio
a crise mundial só para compensar a perda de verbas das passagens aéreas
que nem que não deveríamos ter já que ninguém se pronunciou.

E assim de deu o episódio da crise das passagens aéreas no congresso brasileiro.

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

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Monday, March 2, 2009

Novo filho da crise.

Há um filme que todos na minha geração conhecem, chamado “História
sem fim”, em que o no final o protagonista é obrigado a dar um nome a
imperatriz do mundo fantástico de “Fantasia” para que aquele mundo
não desaparecesse e não se perdesse pra sempre.

Eis que o capitalismo está passando pela mesma fase. O neoliberalismo
que conhecíamos foi-se. Não existe mais. Com a última crise, que insiste
em não terminar, como todos sabem, muitas empresas simplesmente
desapareceram quando estorou a bolha imobiliária nos Estados
Unidos. Bancos foram estatizados e agências de créditos adquiricas
pelo governo.

Cá em terras tupiniquins vivemos esse híbrido há tempos sem
percebermos. Bancos estatais convivendo com privados, agências
reguladoras em alguns setores de um lado e a empresa brasileira de
correios e telégrafos de outro.

Será que nós já havíamos inventamos o mundo que agora surge
na América? Desconfio que sim. Mas quem leva a sério o Brasil?
Nós mesmos? Acho que não.

O caso agora é o seguinte, temos um filho da mais nova crise do
capitalismo. E ele não tem nome. Precisamos de um nome para que ele
não desapareça pra sempre. Seria isto novo um Neo-wellfare-state ou
algo do genero?

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

Posted by Eduardo Muito Sério at 11:38:28 | Permalink | No Comments »

Saturday, December 22, 2007

Vitória! Finalmente!

Finalmente somos vitoriosos. Finalmente a matiliha de lobos nos deixou
alguma sobra de sua caça. Finalmente deixaram que alguma migalha fosse
nossa. Finalmente o embate de cães podres nos deixou algo. Finalmente
ganhamos algo de nossos comandantes e representantes. Por
incompetência do governo ou por ignorância da oposição, não importa,
agora nosso dinheiro voltará a nossa posse. Finalmente temos algo
concreto. Finalmente saiu do pântano de coisas podres algo que nos
beneficia. Finalmente nos sobrou algo que comemorar. Finalmente o
embate sarcástico e cínico nos foi propício. Finalmente um dos despojos
sobrou para nós, classe média. Finalmente algo que acaba não acaba
com nosso pouco dinheiro. Finalmente a guerra entre oposição e
governo nos beneficiou.

Senhoras e senhores, é o fim da CPMF!
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……………………………………………………………Até que inventem coisa nova…..

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

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Monday, September 17, 2007

Sem Palavras

Não tenho mais palavras para descrever a minha indignação contra a casa do
senado brasileiro. Antes eu usava palavras de baixo calão mas elas ficaram
obsoletas. Depois, passei a usar um neologismo de minha autoria:
grandissíssimo, que descrevia mais ou menos um energúmino sem
escrúpulos, isso para não usar um grande rebento de uma meretriz.
Agora que, novamente, fomos enganados, feitos de palhaço, passados
para trás, sacaneados e, porque não dizer, sumariamente ignorados,
eu já não tenho palavras para descrever tamanha bandalheira.

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Digo e repetirei sempre que for preciso.
Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

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Sunday, July 29, 2007

Molusco, Deus, Terra, Ar e um Rei

Imagine um certo lugar com Sindactas, aeronaves, transponders, aeroportos
e chuvas.
Agora imagine que esse lugar possuí, em vez de um rei bondoso, um fruto do
mar como presidente.
Pergunta-se. O que um fruto do mar pode entender de voar? Pode entender
de água, tudo bem, mas de voar não.
O que um rei bondoso faria se, misturando Sindactas, aeronaves e
transporders, ocorresse um desastre? Ele trataria de salvar e ajudar a quem
pudesse em todo seu vasto reino para que isso não acontecesse. Mas o
molusco-presidente apenas escusa-se de modo evasivo.
Outra aeronave, um aeroporto e chuvas. O rei dorme seu sono real
tranquilamente. Seu povo viaja sem problemas. Sindactas, aeronaves,
transponders, aeroportos e chuvas não lhe causam mais problemas.
O fruto-do-mar-chefe-de-estado desespera-se. Outra aeronave, um
aeroporto e chuvas causaram-lhe mais dores de cabeça, outro acidente!
Esasperadamente manda cortar a cabeça de certo ministro da defesa com
nome de peça de aparelho de chá e põe um senhor com nome de músico em
seu lugar.
Deus está do lado do rei e o rei do lado de Deus. Mas será que estaria Deus
do lado de certo molusco que diz entregar-lhe suas viagens de avião, com
medo acidentes, quando esses acidentes são causados pela própria
incopetência do molusco quando se trata de voar?

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

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Wednesday, June 13, 2007

O Irmão do Molusco

Vavá vendeu as influencias. Vavá viu a grana vindo.
O Frei não viu Vavá vendendo mas disse a Vavá que
não viesse visitar o molusco, seu velho irmão.

Vindo a Polícia investigar a voz do Frei. O frei
Chico deixou vazar que a voz, verdadeiramente,
poderia vir a ser sua, se acaso o confirmasse na
versão versada na fita que a vistosa Polícia
Federal vislumbrava.

Vavá, acusado de levar vintém com caça-níquel foi
defendido pelo molusco-presidente que, vendo o seu
novamente vir a parar na reta que seus vastos
tentáculos não poderiam salvar com a verdade a visão
que os outros tinham de seu irmão, resolveu vender
o peixe de que seu irmão era, na verdade, um homem
de “bom coração” e uma espécie de “paizão”, a Vavá,
vá…

 

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

 

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Tuesday, June 12, 2007

O Filho de Renan e Mônica…..e Cláudio Gontijo.

- Mãe! Mãe! - Gritava um menininho.

- O que foi meu filho? - Perguntou a mãe.

- Porque aquele cara quer passear comigo?

- Perguntou o menino.

- Não sei meu filho. Ele paga sua pensão. Deve ser seu pai.

 

 

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Posted by Eduardo Muito Sério at 23:33:39 | Permalink | No Comments »

Saturday, April 7, 2007

O Cowboy e o Molusco

Estava um certo senhor de cabelo grisalho
a ganhar seu rico dinheirinho, não,não porque
estava trabalhando mas sim porque ganha dinheiro
em sua pequena empresa de petróleo da parte dos
capitalistas selvagens, quando, não mais que de
repente, alguém de seu humilde gabinete o relembra
que ele tem de considerar a possibilidade de
fazer um combustível mais ecologicamente correto,
mesmo sendo contra sua pequena empresa, afinal,
todos sabem que seu paízinho dá pitaco no mundo todo
mas não é todo esse mundinho em sua ínfima totalidade.

Disso, nosso destemido personagem com sua cara
de Bulldog cowboy cansado vindo do deserto resolve que
tem de visitar um certo coleguinha seu de trabalho,
desprovido de um dos dedos mínimos,em um certo país
de selvangens para tratar desse tal combústivel mais
ecologicamente correto aliás, a tal visita seria apenas
por cordialidade , já que, o mesmo coleguinha desprovido
de um dos dedos mínimos e com dicção não tão perfeita o
visitaria ali mesmo em seu pequeno gabinete dali a
poucos dias.

Se encontraram, tomaram cafézinho, passearam, jogaram
conversa fora, falaram que não iriam falar de certo
personagem de um seriado mexicano e tiveram um dia
agradável.

Chega o dia e o representante dos selvagens, cujo apelido
remete a um dado molusco, se arruma para ir a as
terras ianques em busca de sua tão sonhada quebra de
subsídios, afinal, isso faría-o ser o molusco mais feliz
do mundo, além de lhe render alguns créditos quando voltasse
ao seu habitat, e, onde o ser com cabeça de pirulito e outros
tantos o receberiam com as honras da casa.

Vai-se presidente desprovido de seu dedo mínimo encontrar-se
com cachorro-cansado em um local conhecido como Camp David.
Lá, o senhor cachorro-cansado fala durante horas para tentar
convenser nosso molusco tupiniquim de que de modo algum pode
reduzir as esmolas que dá a seus próprios agricultores, já
que, combústivel feito com suas monocotiledoneas ianques não
pode competir com o preço irrisório praticado pelos
vendedores de monocotiledoneas da selva, isso pq as ianques
nascem em espigas e as tupiniquins não.

Contrariado o molusco-presidente desprovido de seu dedo
mínimo e com restrições de dicção volta ao seu país
contrariado e sem nenhum resultado só porque o tio Sam
insite em proteger seus grandes cidadãos, pobres coitados
que precisam ser ajudados contra esse mundo cruel e
traiçoeiro que existe fora das fronteiras do El Dorado
estadunidense.

Resumo da ópera, ninguém decide lhufas e o protecionismo
dos EEUU está a toda.

Alguém ainda acha que o Brasil é um país sério?

 

Posted by Eduardo Muito Sério at 22:30:14 | Permalink | No Comments »

Monday, February 26, 2007

Branco

Mais um poeminha para tornar isso aqui culto:

BRANCO

Espaços, passos, abraços.
Espaços brancos vazios.
Braços, vazios, distantes.
Olhares perdidos, frios.

Raso, fraco, liso.
A superfície lisa desvia
      [a profundidade do olhar
O abraço de olhos fracos
     [cria imensos brancos vazios
O espaço entre os passos
     [se perde e se juntta aos abraços frios

E avida segue assim
Vazia, branca,
lisa,
fraca e rasa.

                                

                      Eadweard.

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